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Cesta Verde garante renda a produtores rurais e leva alimento de qualidade às famílias

Criada para levar alimentos saudáveis e de qualidade às famílias e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, o programa Cesta Verde do Governo do Distrito Federal também contribui para o desenvolvimento e geração de renda entre milhares de produtores rurais no DF. Desde o último mês, quando começou a pandemia do coronavírus, aproximadamente 13 mil famílias foram beneficiadas com frutas, legumes e verduras, tudo produzido por pequenos produtores da capital, conforme informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Por meio da integração entre órgãos do governo como a Sedes, a Emater-DF, a Secretaria de Agricultura e a Ceasa-DF, produtores familiares conseguem escoar suas produções e famílias em situação de vulnerabilidade social garantem alimento de qualidade na mesa. Por meio do Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF), órgãos governamentais compram produtos da agricultura familiar e fornecem em programas como o Cesta Verde. 

No programa, a Secretaria Agricultura (Seagri) é a responsável por lançar os editais e fazer as seleções. Ao lado da Seagri, a Emater-DF participa de todos os processos, ajuda o órgão demandante na escolha dos itens que serão adquiridos, auxilia os produtores rurais na parte administrativa para participar dos editais e também dá assistência técnica e extensão rural na produção diária. Todo projeto realizado por meio do Papa deve passar pela Seagri.

“A Emater orienta os agricultores na papelada, na demanda, no planejamento e na viabilidade de participar ou não do projeto, tanto em aspectos administrativos como técnicos de produção”, ressalta o gerente do Escritório de Comercialização da Emater-DF, Blaiton Carvalho da Silva. De acordo com ele, a empresa também orienta os produtores na produção com qualidade e quantidades ideais para conseguir participar de programas como a cesta verde. 

“A cesta verde é elaborada com base em parâmetros nutricionais discutidos com a Emater-DF. Toda a discussão sobre os alimentos a serem adquiridos é realizada em conjunto pelo órgão demandante, a Emater e a Secretaria de Agricultura. Do contrário, o edital pode ficar inviabilizado devido à falta de itens para a demanda”, destaca Blaiton, que explica que essa integração é realizada para que os produtos demandados sejam alimentos que agricultores da região tenham para fornecer.

Após a seleção de associações e cooperativas, os escolhidos são responsáveis pela entrega dos kits previamente combinados na chamada pública. A compra é feita por meio da Secretaria de Agricultura. A distribuição depende do órgão demandante. Muitas vezes é distribuído pela Sedes ou Banco de Alimentos, da Ceasa.

Alimentos

Na cesta verde, os produtos que a compõe são variados – como cenoura, repolho, batata-doce, limão, beterraba, tomate, chuchu, inhame, abacate, tangerina, goiaba e banana.

Quem tem direito

De acordo com a Sedes, o fornecimento em caráter provisório e emergencial de cestas de alimentos é voltado a famílias e pessoas em vulnerabilidade social ou em situação de insegurança alimentar, que tenham feito o pedido na Rede de Assistência Social da Sedes – Centro de Referência da Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e afins. Também são realizadas visitas domiciliares para reconhecimento da situação da família, referenciando-a para ações estruturantes e outras políticas públicas.

Cesta Verde emergencial

No início do mês, o governo do Distrito Federal, por meio da Seagri-DF, abriu chamamento público emergencial para o Papa-DF, com objetivo de ajudar famílias fragilizadas pelo momento de contingenciamento devido à pandemia do coronavírus. A expectativa é a de que 300 famílias de agricultores familiares sejam beneficiados com o processo, fornecendo cestas de alimentos compostas por frutas, verduras e legumes.

Por meio da Sedes, famílias cadastradas, bem como entidades socioassistenciais que atendem pessoas em situação vulnerável, crianças, idosos e dependentes em recuperação, vão receber os alimentos.

O edital faz parte do pacote de ajuda lançado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para a agricultura familiar do DF, na tentativa de diminuir os impactos financeiros no setor e reforçar as doações de alimentos. Para este edital, o valor total que será investido é de aproximadamente R$ 2 milhões, que serão revestidos em 85 mil cestas verdes.

No total, são R$ 4,3 milhões em investimento em compras de cestas verde. Isso porque, no último ano, o governador Ibaneis Rocha instituiu o Cesta Verde mensal. Além da cestas básicas que já eram distribuídas, as famílias passaram a receber frutas, verduras e legumes produzidos por agricultores familiares rurais. Com as cestas, em um ano, o investimento em 181 mil cestas totaliza 2,353 milhões de quilos de alimentos.

Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, a compra dos produtos dos agricultores familiares é uma parceria que gera benefícios a todos os envolvidos. “Esse programa leva dignidade às famílias que recebem os alimentos e também aos produtores rurais, que conseguem um incremento na renda. É uma ação muito importante do governo às pessoas mais necessitadas”, destaca. O GDF resolveu reforçar a compra junto a pequenos produtores para minimizar os prejuízos.

Como surgiu

A primeira cesta verde entregue pelo governo surgiu em 2013. Na época, a Secretaria de Desenvolvimento Social procurou a Emater-DF com objetivo de fazer uma complementação à cesta básica que já era entregue pelo governo. A ideia era acrescentar hortaliças. O projeto inicial, para atender a demanda do governo, foi trabalhado sobre cesta de legumes, verduras e frutas orgânicas, para um público específico (pessoas em situação de vulnerabilidade).

Segunda a extensionista da Emater-DF Bruna Heckler, que participou do projeto inicial, na ocasião, a Emater se reuniu com os agricultores para discutir como seriam essas cestas. “Foi em um desses encontros que surgiu a ideia de juntar os produtos em grupos, para que uns pudessem complementar as cestas com produtos que o outro não tinha”, explicou. A extensionista Letícia Martinez, que é nutricionista na empresa, auxiliou na construção dos itens da cesta por composição nutricional dos alimentos.

Naquele ano, foram dois contratos fechados com os agricultores, sendo um de produtos orgânicos e outro de convencionais. A Secretaria de Agricultura sempre esteve junto em todos os processos, desde o início da implementação da cesta, e vem aperfeiçoando o modelo ao longo dos anos.

Fonte: Emater-DF

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