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Mutirão de limpeza da Emater e administração regional retira 76 toneladas de entulhos de núcleos rurais

Máquina da Administração do Park Way retira entulho em área da Vargem Bonita

 

Um mutirão de limpeza realizado pela Emater-DF com a participação da Administração Regional do Park Way e dos produtores rurais da região retirou 76 toneladas de resíduos do Núcleo Hortícola Suburbano da Vargem Bonita e do núcleo rural Córrego da Onça durante três dias de operação. A ação, realizada nos dias 6 e 7 (Vargem Bonita) e 8 (Córrego da Onça), faz parte do planejamento estratégico da Emater-DF.

 

De acordo com a gerente do escritório da Emater-DF na Vargem Bonita, Cláudia Coelho, a mobilização é importante do ponto de vista ambiental e sanitário. “Estamos em meio à pandemia do coronavírus, mas não podemos esquecer que a dengue ainda preocupa”, afirma a extensionista.

 

Cláudia acrescenta que, em muitas propriedades, os moradores costumam acumular materiais como restos de construção e reformas, móveis velhos e outros tipos de entulho. O acúmulo de materiais favorece a proliferação de mosquitos e outros insetos e roedores.

 

Entulho retirado do Núcleo Rural da Vargem Bonita em mutirão coordenado pela Emater-DF

 

A Vargem Bonita abriga 66 chácaras que produzem principalmente hortaliças folhosas — alface, rúcula, coentro, salsa, cebolinha, repolho, couve, dentre outras —, flores, plantas ornamentais e plantas medicinais. O Córrego da Onça, com 67 propriedades, também produz hortaliças. O mutirão de limpeza ocorre uma vez por ano na região.

 

Além de garantir a limpeza do meio ambiente em uma importante área de produção de alimentos, o mutirão ajuda no combate à dengue. De acordo com a Vigilância Ambiental, a fêmea do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, põe seus ovos até um ano antes do início das chuvas. Os ovos podem sobreviver até 575 dias sem água. Com o início do período de chuvas, os ovos encontram as condições ideais para  iniciar o ciclo de vida aquática e gerar os futuros mosquitos.

 

 

Do começo do ano até o dia 25 de setembro, foram registrados 44.772 casos de dengue no Distrito Federal, de acordo com Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde. Além da dengue, o mosquito Aedes aegypti também é transmissor de chikungunya e da Zika (veja acima os principais sintomas das doenças).

 

As ações de combate a mosquito seguem em todo o Distrito Federal. Apenas na última semana de setembro, as equipes do projeto Sanear Dengue inspecionaram 2.944 imóveis e 6.076 depósitos em Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, São Sebastião e Sobradinho II.

 

O Sanear Dengue é composto pelas Secretarias Executiva das Cidades e de Políticas Públicas, ambas da Secretaria de Governo, além da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), com apoio do Corpo de Bombeiros e administrações regionais. O Sanear Dengue é um dos “braços” do Sanear DF . Foi pensado de forma emergencial para amenizar o contágio pelo mosquito e atender as cidades com maior incidência da dengue.

 

As ações de prevenção já passaram também por outras regiões. No final de agosto, por exemplo, as equipes do Sanear Dengue vistoriaram 3.058 imóveis nas cidades de  Planaltina, Recanto das Emas, Asa Sul, Paranoá e Gama. Em alguns locais foi necessário fazer uso de larvicida, mesmo em pleno período de seca no DF. Asa Sul foi a cidade com o maior número de depósitos que precisaram do tratamento: dos 4.050 depósitos vistoriados nas quadras da cidade, 149 foram tratados, principalmente em lixo mal acondicionado e entulho.

Fonte: Emater-DF

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